sábado, 4 de setembro de 2010

Kafka:

"É bom quando nossa consciência sofre grandes ferimentos, pois isso a torna mais sensível a cada estímulo. Penso que devemos ler apenas livros que nos ferem, que nos afligem. Se o livro que estamos lendo não nos desperta como um soco no crânio, por que perder tempo lendo-o? Para que ele nos torne felizes, como você diz? Oh Deus, nós seríamos felizes do mesmo modo se esses livros não existissem. Livros que nos fazem felizes poderíamos escrever nós mesmos num piscar de olhos. Precisamos de livros que nos atinjam como a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente – como a morte de alguém que amávamos mais do que a nós mesmos –, que nos façam sentir que fomos banidos para o ermo, para longe de qualquer presença humana – como um suicídio. Um livro deve ser um machado para o mar congelado que há dentro de nós."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Coco & Igor" - estreia no Brasil



"Coco Chanel e Igor Stravinsky": a história concentra-se apenas no affair entre a criadora do "pretinho básico" e o autor da famosa sinfonia "A Sagração da Primavera".

Toulouse Lautrec: "in bed" - 1893

The Beatles: Revolver/ Yellow Submarine


Laerte na Bravo! de setembro


está se montando!!!!

detalhe de obra de Gustav Klimt.

Reportagem de VIOMUNDO, no site da revista Carta Capital


O sigilo fiscal e a lógica: convém não torturá-la


Como já escrevi anteriormente, repito: há um submundo nas campanhas eleitorais, na intersecção frequentada por arapongas, ex-arapongas, policiais, ex-policiais, “operadores” diversos, leões de chácara etc. No caso da violação de sigilo na delegacia da Receita Federal de Mauá, há uma enorme gama de possibilidades:
1. que de fato tenha sido obra de uma das campanhas políticas;
2. que tenha sido manufaturado para aparecer justamente neste momento eleitoral, como “fato novo” suficiente para gerar escândalo (em tese, eu mesmo poderia ter encomendado aquela procuração falsa);
3. que tenha sido sobra de alguma outra operação, turbinada agora para servir a objetivos eleitorais.
O que não dá para fazer é torturar a lógica sem provas, criar uma cortina de fumaça, bombar um factóide sem base na realidade.
É o que está acontecendo? Parece que sim. Numa das emissoras de rádio da Bandeirantes, Dora Kramer, a comentarista do Estadão, disse que a situação está esquisita porque os governistas conseguiram barrar o depoimento do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Congresso. Ou seja, ela tentou sugerir que pelo fato de o ministro não depor a Dilma é culpada!
Mas o pior, mesmo, foi este argumento de Serra (25% no tracking do Vox Populi) contra Dilma (51%): o motivo para Dilma violar o sigilo fiscal da filha do tucano, Veronica, foi o medo de perder a eleição!
Ora, considerando que a violação aconteceu em setembro de 2009, quando Serra ainda disputava com Aécio Neves a indicação do PSDB, faria muito mais sentido acusar… Aécio de ter patrocinado a violação.
Resta lembrar que Collor, em 1989, quando atacou Lula, corria o risco de perder a eleição!
Repito: nenhum desdobramento deste caso me surpreenderia. Mas, enquanto a gente não sabe o que de fato aconteceu, convém não torturar a lógica.

Copiei esta reportagem do site da revista Carta Capital, foi escrita por: VIOMUNDO

poesia de pureza.