sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Paul Lewin - "The Crow and the Carnival King"


Periódicos.

As crônicas da mentira, criadas todo dia, estimulam os ódios e a segregações, em desequilíbrio e sem pudor. Quando amanhece já estão prontas. Contam histórias violentas, outras tão bobas e sempre repletas de pormenores que decapitam desejos, dos mais simples e puros, aos mais famintos de sangue e igualmente ingênuos, numa ordem dita natural. A máquina de matar não quer dividir, não vai possibilitar, vai colaborar somente com suas próprias engrenagens sujas, de óleo velho, de dinheiro emporcalhado e da vontade de poder sem freios, animalesca demais, que veste um belo traje racional e bem amparado por teorias sem sentido afastadas de todos nós, antessalas do inferno. Publicadas, tornam-se verdades incontestáveis, pela preguiça, pela limitação produzida. Quão fácil suprimir vidas, aniquilar sonhos, calar lutas. Veta úteros, queima inocentes, empodera as vozes que reverberam suas sentenças de morte, de vida eterna, seus crimes e suas aspirações porcas. Todos impossibilitados, alguns ainda gritam o que consideram verdades, levam consigo seus escudos de mais teorias e algumas experiências doces, ideais cristalizados. Nada, e quem aquilatar os escritos, perdidos com o vento, terá angústias garantidas, fomentadas pelo desejo humano, demasiadamente humano, de conhecer.  
Por onde vai, corre o vento
encanta a brisa de cheiro doce
desliza em flores e cores
pelo céu deixa as marcas do que é,
já foi, respira desejos que crescem
no peito que aspira sua vida
cede às nuvens seus sorrisos
grita ao coração que germina
as sementes de suas lembranças
forja as armas para os confrontos
de todo dia, os instantes alegram-se
caminhando preguiçosos e juntos. 

domingo, 31 de janeiro de 2016

"Há muito, sou muito!"
Ai! Que me enche o peito as vontades de engolir o mundo!
Engolir, digerir e absorver as dores e alegrias que são combustíveis pra alma.
Combustíveis para ação e produção, para sentir belezas e quebrar barreiras!
Desafiar as crenças impostas, estatísticas monótonas que se repetem ano após ano.
Engolir esta forma insossa que já não me serve mais.

Desafio derrubando! Desafio questionando! Desafio produzindo e rindo, rindo de mim e do normativo!
Desafio engolindo e me permitindo eliminar, excretar, despejar, tudo que de alguma forma, bem , não me faz mais.
Permito-me desafiar! A mim mesma, aos padrões, ao normal, ao imposto!
E assim encho o meu peito de vontades...de ser, de rir, de questionar ,de produzir e de me permitir sentir essa intensa vontade de engolir o mundo.

Poesia coletiva! Eu e Fabíola Soares!       

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

"Peguei até o que era mais normal de nós
E coube tudo na malinha de mão do meu coração"

lindo, linda, lindeza de poesia cantada! Canta, Liniker!



Será, será, será
Que voltarei a escrever
Fazendo escorrer
por entre os dedos
Desejos, medos, afetos,
Tudo insatisfeito na bagunça
de mim? 
Será! Serei!
Sereia, hahaha

poesia de pureza.