sábado, 1 de agosto de 2009

Christian Lacroix - Exposição no MAB-FAAP

foto: Romeu e Julieta - "Com direção do francês Ludovic Lagarde, a criação do compositor contemporâneo francês Pascal Dusapin foi encenada em abril de 2008 no Opéra Comique, em Paris. No mais recente trabalho de Lacroix para os palcos, o estilo elisabetano domina o figurino, com peças bufantes e bordadas."
Exposição em São Paulo apresenta os figurinos desenhados pelo estilista Christian Lacroix para teatro, ópera e balé:



texto: Sheyla Miranda.


"
Apaixonado por teatro desde a meninice, vivida na cidade francesa de Arles, o estilista Christian Lacroix começou a desenhar figurinos para peças, balés e óperas antes mesmo de criar sua grife de alta-costura. Um dos principais responsáveis por injetar cor e extravagância ao segmento mais exclusivo da moda — dominado até meados da década de 1980 por trajes minimalistas —, Lacroix empresta o estilo barroco de suas coleções a figurinos de personagens memoráveis, como a Desdêmona da montagem francesa de Otelo (1995), de Shakespeare, e Fedra, papel-título da clássica tragédia de Racine, levada aos palcos parisienses no mesmo ano.
Como parte dos eventos do Ano da França no Brasil, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB-Faap), em São Paulo, abriga, a partir de 24 de agosto, cerca de cem peças de figurinos teatrais e 80 croquis. Eles compõem a exposição Christian Lacroix — Trajes de Cena, já vista na França e em Cingapura."

ONDE E QUANDO
Christian Lacroix — Trajes de Cena. Museu de Arte Brasileira — Fundação Armando Álvares Penteado (rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo, SP, tel. 00++/11/3662-7198). De 24/8 a 1º/11. De 3ª a 6ª, das 10h às 20h. Sáb., dom. e feriados, das 13h às 17h. Grátis.

Stewart Home.







quinta-feira, 30 de julho de 2009


Livro: "Olho por olho - os livros secretos da ditadura", de Lucas Figueiredo.

"De volta aos quartéis, em 1985, os militares golpistas de 1964, com o apoio das gerações seguintes da caserna, decidiram silenciar sobre os crimes perpetrados durante a ditadura militar. Tratava-se de um plano de esquecimento calcado na Lei da Anistia, de 1979, mas surpreendentemente desconstruído logo nos primeiros meses da redemocratização. Sem estardalhaço, no dia 15 de julho de 1985, o livro “Brasil: Nunca Mais” apareceu nas principais livrarias do país e provocou um terremoto nas pretensões de amnésia coletiva alimentadas pela turma fardada que havia mandado e desmandado, por 21 anos, na República. O BNM era uma obra de 312 páginas, resultado de seis anos de trabalho clandestino de voluntários sob o manto protetor do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo de São Paulo, e do falecido reverendo Jaime Wright, pastor presbiteriano defensor da causa dos direitos humanos no Brasil. O livro era um resumo sucinto, mas devastador, da rotina de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de presos políticos durante a ditadura.


Lucas Figueiredo colocou as mãos em um exemplar encapado do “Orvil” e o dissecou com afinco. Teve o cuidado de cruzar informações em bases de dados distintas. É a visão do repórter que norteia o encadeamento dos capítulos de “Olho por olho”, o título a sugerir a óbvia vingança. A estrutura de jornalismo literário torna simples e didática, quando não divertida, a compreensão dessa passagem assustadoramente recente da história nacional. Mostra, por exemplo, que no afã de recontar a história da ditadura, os militares do Projeto Orvil acabaram por revelar o destino de presos políticos desaparecidos. A principal revelação de Figueiredo, no entanto, não é exatamente o conteúdo do “Orvil”, embora isso já valha a leitura, mas a bizarra salada ideológica do livro secreto da ditadura, para não falar da infinita capacidade de seus guardiões de reinventarem a verdade."
Finalizei a leitura deste livro após determinada frustração por tê-lo comprado sem maior conhecimento da obra. Sou historiadora, e a leitura de um livro de pesquisa histórica confeccionado por um jornalista causa níveis de repulsa variáveis entre historiadores. Pois bem, a leitura é muito fácil e a escrita dinâmica, portanto um livro rápido.
O melhor mesmo é que o autor disponibilizou o site onde o PROJETO A, base de dados riquíssima utilizada na produção do BNM. Vai lá:

precipitações°


poesia de pureza.