quarta-feira, 23 de outubro de 2013

i don't mind - superheavy

I don't mind
If you live in my mind
I'm happy to keep you there
And that's fine
Oh you
You're all that I like
And my imagination's clear
Ooooh


And even though you're just a figment
Of my thoughts I'm still loving every segment
And my imagination got me desperate
And you've already took away my next breath
Which means I'm doomed from the outset
Because I'm in love without an outlet
Which means I can't make no progress
Means my ambitions are hopeless
I want to wrap around you like a necklace
But I can't, so you got me moving reckless
To you I'd rather give more and take less
Because you got me want to conquer every conquest
I'm trying to tell you that I love you from the longest
I'm trying to tell you that my loving is the strongest
I'm trying to tell you that...

Sweet dreams are made of me
And who are you to disagree?


Link: http://www.vagalume.com.br/superheavy/i-dont-mind.html#ixzz2ian1S2o5

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

"Eu tô em extinção
Você também, meu bem
Então vamo ali
Plantar no seu quintal
Um pé de nós dois!"

Marcelo Janeci.

Tão lindo! E deste pé de existência, tantas pitangas chorei!!!! 

sábado, 12 de outubro de 2013

Enquanto vou tecendo poesias,
vou caçando paliativos pelos jardins
da vida, e te espero, mesmo sabendo
que você não pousara em minhas mãos,
não me trará suas feridas para curá-las,
porque você erra, no caminho de escolhas,
às portas da decisão. Você engana
sua racionalidade e minhas esperanças,
deixa cair o poderoso instrumento que
lhe entreguei, a flor enfeitiçada que carrego,
existência esparramada na terra marcada
por teus pés. Agora você levanta um
castelo de mentiras e projeções fantasmagóricas,
mas não pode perceber que aqui isso tudo é real?
Não, não pode, embrenhado nas tuas fantasias!
E com as minhas, poetizo... 
"Wer Sorgen hat, hat auch Likor"
["Quem tem pesares, tem também licores"]
Wilhelm Busch, poeta, humorista, pintor e ilustrador alemão, do XIX. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Que porra de existência é essa, que me moldou sob o discurso da felicidade e da possibilidade, quando só me traz enganos e frustrações? Como é possível sonhar quando a altura do penhasco que caímos é tão difícil de superar? Que escolhas devemos fazer para vencer contradições e erros? Existência de nada, não posso ao menos decidir o que fazer dela, pois de fato não me pertence, estou embrenhada na rede de relações que me engolem: sou número, sou ente, sou parente, sou amiga. Sou? No fim das contas, diante do novo quadro que se desenha, tenho mesmo que me atentar ao que sou e ao que serei. “Eu sou”, diz o Roquentin do Sartre, mas o que eu sou? Um monte de ossos e sangue e músculos e órgãos, um apanhado de valores, pífios conhecimentos, posicionamentos inconstantes e alguma inteligência, jogada numa época esvaziada, que rotula e objetifica, tudo é mercadoria, inclusive o que somos, como somos e por que somos. Coração perdido, mente vazia. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Consome o peito dilacerado
por fortes batidas incontidas,
nos beijos em suaves ondas de mar,
nas carícias de fortes mãos e doces afagos,
no sono cortado pelos gestos e encontros de nós.
Todas as melodias serão capazes de descrever?
Todos os desejos puderam mensurar?
E as loucuras e devaneios, nunca foram.
Nada aproxima-se, em todas as manifestações,
da beleza de percorrer as estradas dos traços,
das formas, dos desejos.
Restam em mim as marcas. E as guardarei,
num trunfo doce de batalha perdida.

poesia de pureza.