quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Hoje quero nada,
nem um gole da tua cerveja,
nem um trago desse cigarro.
Hoje é dia de contar o que não fiz,
os passos em vão que não dei,
as pedras que marcaram caminhos,
que caíram em minha cabeça, feito manga.
Ainda me acomete os desejos,
mas hoje não os detalharei.
Forjo o mundo, forja a máscara,
corja de vazios. Arrasta-te até o bar,
escuta-me, hoje eu só quero dançar. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

QUE NADA NOS DEFINA.
QUE NADA NOS SUJEITE.
QUE A LIBERDADE SEJA NOSSA PRÓPRIA SUBSTÂNCIA.

Simone de Beauvoir. 
Era uma vez!
Vivemos bem na pós-modernidade?

Perfil perfeito de heroína de romances de quinta categoria, piorado.
Até quando vou me iludir com minhas próprias expectativas?
Em que momento dessa vida fodida vou conseguir aplacar essas necessidades construídas?


E que porra de tempo é esse, que te oferece tudo, te condicionando ao nada?

Autodecepção.
Autoflagelo.

Autodepreciação.


Morando no topo do mundo
Isolado, distante, confortavelmente recluso
De onde surgiu tamanha precaução!
Morador de alta torre
Partilha com o silêncio a privação
Reparte com a solidão sua alegria iludida,

Sua falsa segurança. 

poesia de pureza.