domingo, 29 de setembro de 2013

Que porra de existência é essa, que me moldou sob o discurso da felicidade e da possibilidade, quando só me traz enganos e frustrações? Como é possível sonhar quando a altura do penhasco que caímos é tão difícil de superar? Que escolhas devemos fazer para vencer contradições e erros? Existência de nada, não posso ao menos decidir o que fazer dela, pois de fato não me pertence, estou embrenhada na rede de relações que me engolem: sou número, sou ente, sou parente, sou amiga. Sou? No fim das contas, diante do novo quadro que se desenha, tenho mesmo que me atentar ao que sou e ao que serei. “Eu sou”, diz o Roquentin do Sartre, mas o que eu sou? Um monte de ossos e sangue e músculos e órgãos, um apanhado de valores, pífios conhecimentos, posicionamentos inconstantes e alguma inteligência, jogada numa época esvaziada, que rotula e objetifica, tudo é mercadoria, inclusive o que somos, como somos e por que somos. Coração perdido, mente vazia. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Consome o peito dilacerado
por fortes batidas incontidas,
nos beijos em suaves ondas de mar,
nas carícias de fortes mãos e doces afagos,
no sono cortado pelos gestos e encontros de nós.
Todas as melodias serão capazes de descrever?
Todos os desejos puderam mensurar?
E as loucuras e devaneios, nunca foram.
Nada aproxima-se, em todas as manifestações,
da beleza de percorrer as estradas dos traços,
das formas, dos desejos.
Restam em mim as marcas. E as guardarei,
num trunfo doce de batalha perdida.

domingo, 15 de setembro de 2013


O trabalho incrível de Willian Kentridge. Em exposição na Pinacoteca, com vídeos, instalações e gravuras, trabalhos das décadas de 80, 90 e também atuais. Pós industrial e rudimentar, de sensível crítica e refinado humor. Há muito não gostava tanto do trampo de um artista!!!
Domingo, visita aos amigos, passeio e muito afeto. Ai, meu coração!  

poesia de pureza.