quarta-feira, 14 de julho de 2010

"O Muro" - Jean-Paul Sartre

" - Muito bem; Serão oito. Ouve-se um grito: 'Apontar', e eu verei oito fuzis apontados para mim. Penso que desejarei penetrar no muro; empurrarei o muro com as costas e toda a minha força e o muro resistirá, como nos pesadelos. Posso imaginar tudo isso. Ah! Se você soubesse como posso imaginar. "

" Não tinha mais amarras, em certo sentido estava calmo. Era, porém, uma calma horrível - por causa do corpo; enxergava com seus olhos, ouvia com seus ouvidos, mas não era eu; ele suava e tremia sozinho e eu não o reconhecia. Fui obrigado a tocá-lo e a olhá-lo para saber o que tinha acontecido com ele como se fosse o corpo de outra pessoa. "

Nenhum comentário:

Postar um comentário

poesia de pureza.